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HINOS, PRECES E RITOS - R$ 44,00 Na obra musical de Gurdjieff/de Hartman, é sem dúvida, nos Hinos, Preces e Ritos, onde encontramos a mais profunda reflexão do mestre Gurdjieff. Os Hinos, por exemplo, não correspondem à noção convencional da música cantada nos coros das igrejas. Eles poderiam ser apreciados mais como expressões de estados interiores, nos quais o homem se confronta com o mais profundo de si mesmo – algumas vezes em uma intensa luta interior – para tornar-se consciente das diferentes forças que influenciam simultaneamente sua vida e seu mundo interior. Essas composições, de forte caráter oriental, estão entre as mais evocativas da obra musical de Gurdjieff/de Hartman. Percebe-se nelas também o eco da liturgia Ortodoxa Cristã, na qual tanto Gurdjieff quanto Hartman, estavam profundamente enraizados. A maioria dessas peças, através de sua harmonia e melodia, evoca as músicas dos cantos religiosos gregos e russos que Gurdjieff ouviu em sua infância. A pureza dessa música, em sua cristalina serenidade, é música para a alma.
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CANTOS E RITMOS
DO ORIENTE - R$ 44,00 GURDJIEFF/DE HARTMANN piano e flautas Regina Amaral Arthur Andrés Mauro Rodrigues (faça seu pedido aqui) (aguarde um instante carregar o audio) |
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MÚSICA DOS SAYYIDS E DOS
DERVICHES - R$ 44,00 GURDJIEFF/DE HARTMANN piano e flautas Regina Amaral Arthur Andrés Mauro Rodrigues (faça seu pedido aqui) (aguarde um instante carregar o audio) |
| Quando se toca uma determinada
nota num instrumento, outro instrumento próximo ressoa a mesma nota.
É uma lei. Quando uma melodia toca a música do universo, o
universo ressoa, da mesma forma. Quando uma melodia toca a música
do universo e o universo ressoa, nosso universo interior também ressoa,
matematicamente na mesma medida. Porém, é impossível ouvirmos essa música ressoar com todo o ruído interno que nosso pensamento produz. Os juízos, as ansiedades e os apegos turvam nossos sentidos a ponto de nada restar da realidade. O som passa; não o sentimos. A música de Gurdjieff faz parte de um conjunto de exercícios cuja prática possibilita aproximarmo-nos a um silêncio interior, a um estado no qual o sentir toma novas cores. Pode-se dizer que a música de Gurdjieff traz consigo a possibilidade viva de nos elevar. Por volta de 1917, em Essentuki, Gurdjieff começou a trabalhar intensivamente seus movimentos e danças sagradas. Ele mesmo tocava a música de acompanhamento no violão, enquanto de Hartmann praticava os exercícios. A partir de 1919, já em Tiflis, de Hartmann é chamado a tocar. A partir de 1925 o trabalho de composição das músicas se intensifica. De Hartmann escreve: "Muitas vezes ele assobia ou toca com um dedo no piano uma melodia de um tipo muito complicado, como são as melodias orientais, apesar de parecerem, à primeira vista, monótonas. Captar a melodia, transcrevê-la em notações européias, representa uma espécie de ' tour de force' e, com muita freqüência, talvez para tornar mais difícil ainda para mim a tarefa, ele a modifica um pouco ao repeti-la." O que é único nessa música é sua específica combinação de elementos: as melodias étnicas, a música ritual dos templos e monastérios remotos e a cadência da Liturgia Ortodoxa, tão intimamente conhecida de ambos - tudo isso transformado por Gurdjieff, através da habilidade e absoluta dedicação de de Hartmann. O resultado era às vezes caracteristicamente oriental, outras claramente ocidental, mas quase sempre nem uma nem outra. Um cuidadoso exame dos manuscritos revela que existem muito poucas ocorrências de reescrita de qualquer das várias etapas da anotação. Desde o momento em que eram ditadas as melodias até o manuscrito final, não existia nenhuma evidência de mudança estrutural, mesmo após os processos de harmonização e adição de ritmo. Em qualquer processo de composição isso já não seria usual; no caso de colaboração então beira o extraordinário. A compreensão entre esses dois homens fundiu-se em um mesmo pensamento musical, resultando numa criação como de uma só mente. Assim, durante dois anos, foram escritas 300 músicas. Ao final de sua vida, Gurdjieff confiou a direção de seu trabalho à sua aluna mais próxima, Sra. Jeanne de Salzmann, ela própria uma excelente pianista e testemunha do nascimento desse repertório. A Sra. De Salzmann convidou de Hartmann a dar recitais de suas músicas com Gurdjieff e a compor novas peças para os movimentos e danças sagradas. Nesta época de Hartmann reorganizou os manuscritos, estabelecendo as seqüências das peças por volume e adicionando indicações de tempo, para publicar uma seleção de partituras. Com equipamentos amadores, gravou este repertório. Apesar das limitações técnicas das gravações, elas têm a autoridade da performance do autor. Cada uma dessas composições é, de alguma forma, um momento musical, um tipo de anotação de viagem, mas com a referência de um sentimento mais sutil e profundo, esperando ser descoberto. Este CD é o fruto de um trabalho de dez anos de pesquisa por parte de integrantes do Instituto Gurdjieff de Belo Horizonte na adaptação, para flauta e piano, de obras de Gurdjieff e de Hartmann. Inclui, principalmente, composições da série Cantos e Ritmos do Oriente, além de peças das séries Ritual de Uma Ordem Sufi e Buscadores da Verdade. |