"A Natureza Ama Esconder-se" - A Física Quântica e a Natureza da Realidade, uma Perspectiva Ocidental
Shimon Malin - 320 pgs. - brochura, R$ 58,00
85-86204-08-0
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A singularidade da física moderna deu origem a vários livros populares — tal como O Tao da Física — que exploram sua afinidade com o misticismo oriental. Mas os pais da mecânica quântica foram educados nas tradições clássicas da civilização e da filosofia ocidentais. Em A Natureza Ama Esconder-se , o físico Shimon Malin conduz o leitor em uma viagem fascinante através da teoria quântica — um passeio que se volta ao pensamento filosófico ocidental para esclarecer as implicações dessa enigmática teoria.
Malin expressa a mecânica quântica numa linguagem simples, explicando suas origens e trabalhando em contraste com o pano de fundo do famoso debate entre Niels Bohr e o incrédulo Albert Einstein. Depois passa a construir uma estrutura filosófica que pode esclarecer a natureza quântica da realidade. Mostra, por exemplo, como Platão e o pensamento neoplatônico ressoam com a teoria quântica. Malin evidencia a ligação entre os conceitos do neoplatonismo e a filosofia processual mais recente de Alfred North Whitehead. O Universo, escreveu Whitehead, é um todo orgânico, composto não de objetos sem vida, mas de “experiências elementares”. Começando com o insight de Whitehead, Malin indica como esse conceito de “pulsações de experiências” expressa a realidade quântica com suas incertezas subatômicas, seus constituintes que são ondas e também partículas, suas ênfases em atos de medições.
Outrora qualquer pessoa instruída podia explicar o Universo como uma vasta trama newtoniana de causa e efeito, mas a partir da teoria quântica a realidade de novo parece ser mais rica e mais misteriosa do que pensávamos. Escrevendo com um amplo insight humanista e um profundo conhecimento da ciência, e utilizando conversas agradáveis com Pedro e Júlia, astronautas imaginários, para explicar conceitos mais difíceis, Shimon Malin oferece uma compreensão nova e profunda sobre a natureza da realidade — uma compreensão que mostra uma continuidade secreta com aspectos da nossa tradição filosófica ocidental que remonta a 2.500 anos atrás, e que se revela mais profundamente satisfatória e verdadeira do que o Universo mecanicista de Newton.
Até o advento da física quântica, os cientistas, e os homens em geral, descreviam o mundo natural em termos empíricos. As teorias de Werner Heisenberg, Niels Bohr, Albert Einstein e Erwin Schrödinger abalaram as teorias mecanicistas de Newton, defendendo que a realidade do mundo natural jaz escondida por trás do mundo sensível. Que tipo de realidade esses cientistas descobriram? Como podemos conhecer essa realidade? Por meio de uma esplêndida visão integrada da física quântica e da filosofia ocidental, Malin, físico e professor da Colgate University (Vermont, EUA), oferece respostas a essas e outras questões. Utilizando-se da teoria das Formas de Platão, ele argumenta que a realidade não pode estar confinada ao mundo sensível. Malin se apóia em Plotino, filósofo neoplatônico, para declarar que o Universo é composto de múltiplos níveis de existência, que incluem ambos o fenomenal (sensível) e o numenal (real). Malin considera que “nossa função no Universo é estabelecer uma relação entre os mundos fenomenal e numenal”. Nós só poderemos realizar isso, diz ele, se não agirmos como indivíduos que procuram simplesmente conhecer o mundo objetivo. Por meio da contemplação, e não da razão, podemos alcançar a unidade orgânica do Universo e transcender a dicotomia sujeito/objeto que caracteriza as visões cartesianas e newtonianas do Universo. Com a finalidade de explicar os conceitos da física quântica e da filosofia ocidental, o autor emprestou uma idéia do romance O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder e introduziu Júlia e Pedro, dois astronautas que discutem as idéias que Malin vai apresentando.ao leitor. Malin emprega uma narrativa suave em que explica idéias complexas com lucidez e simplicidade.
SOBRE O LIVRO
“Delicioso e claro. Maravilhosa simplicidade. Conceitos difíceis são explicados com humor e adequação. Shimon Malin realiza um maravilhoso trabalho ao transformar a esquisitice da mecânica quântica em uma intrigante e excitante descoberta de uma nova maneira de olhar e se relacionar com a realidade. Um rico festim de idéias e conceitos de muitas mentes originais do mundo ocidental, principalmente as de Heisenberg, Schrödinger, Whitehead e Plotino.”
Ravi Ravindra
Chefe de Departamento de Religiões Comparadas,
professor-adjunto de física na Dalhoulsie University
e autor de Science and the Sacred
“Este é um livro maravilhoso. Uma apresentação clara dos princípios da física quântica é seguida por uma exposição igualmente clara da surpreendente ressonância entre a física quântica e os grandes paradigmas da civilização ocidental, tanto os antigos quanto os novos. As conversas interessantes entre dois personagens imaginários aumentam a clareza da apresentação e o prazer da leitura. Uma excelente leitura para qualquer um interessado na mensagem existencial da mecânica quântica.”
Anne Freire-Ashbaugh
Reitora associada, Livingston College , Rutgers University
e autora de Plato's Theory of Explanation
Christian Science Monitor
Em “A Natureza Ama Esconder-se”, o físico Shimon Malin conduz o leitor em uma viagem fascinante através da teoria quântica — um passeio que se volta para o pensamento filosófico ocidental para esclarecer essa estranha e, no entanto, inescapável descrição da natureza da realidade. Malin traduz a física quântica numa linguagem acessível, explicando suas origens e tendo como pano de fundo o célebre debate entre Niels Bohr e o céptico Albert Einstein. Depois ele constrói uma estrutura filosófica que pode prestar esclarecimentos a respeito da natureza da realidade. Ele revela a relação entre os conceitos do neoplatonismo e a filosofia processual de Alfred North Whitehead, muito mais recente. Escrevendo com um amplo insight humanista e profundo conhecimento da ciência, e utilizando uma conversa agradável entre astronautas imaginários, Pedro e Júlia, Shimon Malin oferece uma compreensão nova e profunda sobre a natureza da realidade — uma que mostra uma continuidade secreta com aspectos da nossa tradição filosófica ocidental que remonta a 2.500 anos, e que sentimos ser mais profundamente satisfatória do que o Universo mecânico de Newton. “Uma introdução fascinante ao estranho mundo da física quântica e suas implicações amplas”.
Christian Science Monitor
Book News, Inc.
Ao invés de trilhar o caminho da moda da interface da física quântica com o misticismo oriental, Simon Malin, um professor de física da Universidade Colgate, explora sua relação com o pensamento platônico/neoplatônico e a filosofia processual de Whitehead sobre a natureza da realidade. O autor torna os estranhos debates, conceitos e a história da ciência acessíveis. Apêndices contêm detalhes técnicos. O título do livro faz eco a Heráclito.
Book News, Inc.
From the Publisher
“A singularidade da física moderna deu origem a vários livros populares — tal como O Tao da Física — que explora sua afinidade com o misticismo oriental. Mas os fundadores da mecânica quântica foram educados nas tradições clássicas da civilização ocidental e da filosofia ocidental. Em “A Natureza Ama Esconder-se” Shimon Malin conduz o leitor em uma viagem fascinante através da teoria quântica — um passeio que se volta ao pensamento filosófico ocidental para esclarecer as implicações dessa enigmática teoria.”
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Deus, de acordo com a famosa citação de Albert Einstein, não joga dados com o Universo. Muito da física quântica, um campo de estudo que Einstein ajudou a iniciar e que tem ampliado suas teorias até os recantos mais singulares, é tão materialista que deixa pouco espaço para especulações tanto sobre o papel do acaso no Universo, quanto para a existência de um ser supremo.
Shimon Malin, um professor de física na Universidade Colgate, observa que estamos no meio de uma mudança de paradigma em relação ao nosso pensar sobre o Universo e o nosso lugar nele. Com o “princípio da objetivação” e o posicionamento de um misterioso “colapso de estados quânticos” e realidades múltiplas, entre outros, a nova física sugere que “a Natureza é um organismo cujo funcionamento não pode ser reduzido a um conjunto de mecanismos”. A incerteza resultante deriva de pontos de vista tradicionais indeterminados da religião e do propósito humano, e a filosofia apenas começou a prestar esclarecimentos a respeito. Mas, Malin sugere, que a incerteza não necessita conduzir à falta de significado ou ao niilismo. Se considerarmos o Universo como vivo e inteligente, e se nutrirmos uma “atenção consciente” em relação a ele, então nos tornamos testemunhas e participantes da sua ordem e completude, mesmo se não compreendemos isto completamente.
Confuso? É fácil ficar confundido, porque as linhas de pensamento na física moderna e na filosofia podem ser difíceis de acompanhar. Malin escreve de maneira lúcida sobre a nova física e a procura de uma completa “teoria de todas as coisas”, bem como a busca de significado em uma criação aparentemente inanimada. Há muito para ponderar e aprender em seu livro bem escrito.
Gregory McNamee
Shimon Malin
Shimon Malin é professor de física na Colgate University. Autoridade eminente em mecânica quântica, relatividade geral e cosmologia, e filosofia, ele é o autor ou co-autor de três livros e cerca de cinqüenta artigos científicos. Vive em Brattleboro, Vermont.
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