| Georges Ivanovitch Gurdjieff |
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A vida só é real quando "Eu sou" DO TODO E DE TUDO G. I. Gurdjieff Terceira Série Os fragmentos incompletos que compõem a Terceira Série de Gurdjieff são tirados principalmente do material da sua própria vida. De ascendência grega e armênia, ele nasceu em Alexandropol, perto da fronteira da Rússia com a Turquia supostamente em 1877. A guerra turco-russa estava em curso, e, enquanto era ainda uma criança, sua família mudou-se para a cidade de Kars, que tinha caído nas mãos dos russos. |
| photo © Triangle Editions, N. Y. |
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Desde o começo Gurdjieff distinguiu-se dos outros meninos na escola por seu questionamento insaciável. Procurou orientação de pessoas mais velhas entre as inúmeras seitas da região, leu vorazmente e, em tenra idade, deixou seu lar em busca de homens mais sábios ou irmandades que pudessem possuir chaves para o conhecimento que tinha se tornado uma necessidade para a sua vida. Que tenha recebido instruções de mestres espirituais do Oriente não pode haver dúvida. Durante vinte anos, até 1909, Gurdjieff esteve buscando e viajando, preparando-se adequadamente, dirigido e influenciado pelo que ele chama "o círculo interior da humanidade", os portadores do conhecimento que buscava. Durante esse tempo tomou consciência da tarefa que foi chamado a assumir: chamar a humanidade para um conhecimento do significado da vida sobre a terra. Em 1913 abriu esse trabalho para um pequeno grupo em Moscou. Depois com a chegada da guerra, deslocou-se para Essentuki, Tíflis, Costantinopla e finalmente para a França, onde reabriu seu Instituto para o desenvolvimento harmonioso do Homem no castelo de Prieuré perto de Paris. A vida em cada um desses centros refletia a estrutura da própria realidade, até o grau que podiam compreender aqueles que tinham ido lá para trabalhar a fim de adquirir uma consciência. Todas as condições estavam preparadas para fazê-los sentir que participavam ao mesmo tempo tanto da vida ordinária, onde uma pessoa tem de comprometer-se e encontrar o seu próprio lugar, quanto de um outro mundo onde existe harmonia e paz - um paradoxo que coloca cada um diante de sua própria verdade. A vida como um todo adquiria assim um significado. Em 1924 Gurdjieff já tinha preparado auxiliares para a divulgação de seu método quando sua saúde foi colocada em perigo por um acidente de automóvel. Isso imobilizou-o por vários meses. Alunos que tinham vindo de todas as partes do mundo foram embora e ele encontrou-se virtualmente sozinho, sem recursos e incapaz de falar qualquer língua européia. Achando impossível, sob essas circunstâncias, manter a intensidade da vida necessária no Instituto e supondo que, talvez, já tivesse desempenhado o seu papel, decidiu transmitir diretamente em palavras o conhecimento que tinha recebido. Com esse objetivo planejou as três séries de seus livros. Começando em janeiro de 1925, escreveu continuadamente até abril de 1935, quando parou completamente de escrever. Desde então, e até sua morte em 29 de outubro de 1949, devotou-se intensamente ao trabalho com alunos em Paris, ensinando-os individualmente e em pequenos grupos. Uma vez mais, levando em consideração as condições impostas pela guerra, um padrão definido de vida apareceu. Apesar dos regulamentos e dos racionamentos, as pessoas descobriam uma maneira de chegar até ele todas as noites e desempenhavam as várias tarefas relativas à vida dessa comunidade, quer no que dizia respeito ao dinheiro necessário para o seu sustento ou no que se referia à forma pela qual a ajuda deveria ser dada para aumentar o número de pessoas interessadas em suas idéias. Elas ouviam as leituras de Relatos de Belzebu a seu Neto e Encontros com Homens Notáveis e a música que Thomas de Hartmann compunha sob a força da inspiração de Gurdjieff. Gurdjieff respondia às suas questões, dirigia o seu trabalho sobre si mesmas e ensinava-lhes as danças sagradas conhecidas como Movimentos.
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